PODER EM JOGO

Gleisi nega retaliação de Lula a Caiado e cita repasses bilionários a Goiás

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais e uma das principais articuladoras do presidente Luiz…

Gleisi Hoffman ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (Foto: Agência Brasil)

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais e uma das principais articuladoras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Congresso Nacional, Gleisi Hoffmann (PT), saiu em defesa do petista após declarações do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que afirmou sofrer “retaliações” do governo federal por fazer oposição ao petista. Pré-candidato à Presidência em 2026, Caiado tem acentuado a crítica à gestão federal em diversas declarações e entrevistas ao longo dessa semana.

“O governador Caiado tem todo o direito de fazer oposição a quem ele quiser, mas não é certo dizer que é perseguido nem esconder verdades da população de Goiás”, afirmou Gleisi ao portal Metrópoles.

De acordo com a ministra, o governo federal tem tratado todos os estados com “a mesma atenção”, independentemente do alinhamento político de seus governadores. Como exemplo, ela citou a renegociação das dívidas de Goiás com a União, que garantirá, segundo ela, um alívio fiscal de R$ 5,2 bilhões aos cofres estaduais.

“Sem mencionar mais R$ 2 bilhões em dívidas de estado com terceiros que foram honradas pela União, porque o governo estadual não pagou, nos últimos dois anos”, acrescentou Gleisi.

Ela também apontou aumento expressivo nos repasses federais para a saúde em Goiás. De acordo com a ministra, os valores destinados à assistência farmacêutica do SUS subiram de R$ 13 milhões em 2022 para R$ 21 milhões em 2024, com previsão de chegar a R$ 25 milhões ainda neste ano.

Gleisi ainda criticou o governo estadual por não aderir a iniciativas federais. Um exemplo, segundo ela, foi a recusa de Caiado em fazer licitação para receber recursos da União para a construção do Complexo Oncológico – CORA – , que está sendo erguido em terreno cedido pelo governo federal.

“A União se dispôs a pagar a maior parte da obra, mas isso não aconteceu porque o governador Caiado se recusou a fazer licitação para ter direito de receber a verba federal”, disparou.

Por fim, Gleisi lembrou que a concessão da Rota Verde — que liga Goiânia a Rio Verde e Itumbiara — só foi possível após autorização do presidente Lula, em mais uma ação que, segundo ela, contraria a narrativa de retaliação. “Foi o presidente Lula que autorizou a concessão, leiloada no final do ano passado”, concluiu.