Crime

Polícia apura envolvimento de traficantes em sumiço de holandesa no Rio

Hipótese foi levantada após apreensão de documentos e aparelho eletrônicos na residência da desaparecida

A Polícia Civil investiga o envolvimento de traficantes do Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio, no desaparecimento da holandesa Britt Blom. No último dia 10, ela saiu de casa, em São João de Meriti, para resolver um compromisso de trabalho e não foi mais vista desde então. O inquérito está a cargo da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que nesta semana realiza novas diligências e mantém o caso sob sigilo.

Na última semana, agentes cumpriram mandados na casa onde a holandesa mora e apreenderam documentos pessoais e materiais eletrônicos, como um computador e um telefone celular.Todo o material foi encaminhado para perícia, o que ajudou a definir uma linha de investigação.

Nesta semana, uma das ações policiais deve ser a reconstituição dos passos da holandesa no dia do sumiço. Em depoimento prestado na especializada na última semana, um amigo disse que Britt Blom saiu de casa para resolver um assunto de trabalho, e mandou uma mensagem informando que seria uma “coisa rápida”.

Britt, de 36 anos, nasceu em Amsterdã, na Holanda, e mora no Brasil há mais de 14 anos. Quando chegou ao país, ela morou por um período em São Paulo, onde teve uma filha de 13 anos, que vive com o pai naquela cidade.

Posteriormente, ela se mudou para o Rio de Janeiro e morou em Copacabana, mas, segundo um amigo, mudou-se para a Baixada Fluminense, pois os preços de aluguel seriam mais baixos. Ela trabalhava como tradutora de textos e complementava a renda com aluguel de imóveis que possuía na capital paulista.

Um amigo de Britt chegou a fazer um registro de ocorrência de desaparecimento pela internet, mas a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) informou que o mesmo foi feito de forma incompleta.