Goiás agora tem um observatório para monitorar casos de feminicídio e violência contra a mulher
A iniciativa busca garantir mais eficiência no julgamento dos casos e corrigir falhas no sistema no Estado

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) criou o Observatório de Feminicídio e Violência Doméstica para agilizar a tramitação dos processos e corrigir falhas no sistema no Estado. A iniciativa busca garantir mais eficiência no julgamento dos casos. Paralelamente, o Ministério Público lançou uma campanha para reforçar o combate a esses crimes e ampliar o suporte às vítimas.
Em 2024, Goiás registrou 60 feminicídios, e, no início de 2025, já foram contabilizados dois casos. O presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, destacou que o observatório permitirá a análise de dados e a criação de estratégias para enfrentar a violência contra a mulher. “A coleta e o estudo das informações são fundamentais para ações preventivas e repressivas mais eficazes”, afirmou.
Entre as atribuições do observatório estão o levantamento de estatísticas sobre feminicídios, a elaboração de relatórios periódicos e a identificação de fatores que contribuem para a violência de gênero. Os dados serão disponibilizados publicamente para subsidiar políticas públicas e decisões judiciais.
A equipe responsável será formada por magistradas e servidoras do TJGO, além de representantes da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica. A participação será considerada de interesse público, sem remuneração adicional.
Além dessa iniciativa do TJGO, o Ministério Público de Goiás (MPGO) está incentivando promotores a aderirem à campanha “MP em Ação: Fortalecimento do Ministério Público Brasileiro no Combate ao Feminicídio”. O projeto visa conscientizar sobre medidas protetivas e promover capacitações para ampliar o combate à violência doméstica.
O MPGO também pretende implementar um fluxo de gestão para monitoramento de agressores que utilizam tornozeleiras eletrônicas, além de fortalecer a rede de apoio às vítimas. O coordenador da Área de Políticas Públicas e Direitos Humanos, Marcelo Machado de Carvalho Miranda, ressaltou que a iniciativa busca “impactar positivamente as estatísticas e fortalecer políticas públicas locais”.
Se acordo com o TJGO essas ações fazem parte de uma estratégia maior para enfrentar a violência de gênero, unindo órgãos do sistema de justiça e a sociedade na busca por soluções mais eficazes.