Já chega a 11 o número de escolas desocupadas em Goiás
O projeto de implantação de gestão compartilhada com organizações sociais em unidades educacionais está em pauta na sociedade goiana desde o início de 2015
//
O Centro de Ensino em Período Integral Cecília Meireles, em Aparecida de Goiânia, pera cerca de 400 alunos para o início do ano letivo, que ocorre nesta próxima semana, depois da desocupação na tarde de quinta-feira (28/01).
Os manifestantes, que se dizem contrários à implantação da gestão compartilhada com as Organizações Sociais nas escolas, entregaram as chaves nas mãos do diretor da unidade e deixaram o local de forma pacífica após 46 dias de ocupação. Com esta unidade, chegou a 11 o número de escolas desocupadas em Goiás.
O diretor do Cecília Meireles, Eudemar Paz, informou que a unidade já passou por vistoria e abriu para matrículas na sexta-feira, 28. “A escola voltou para a comunidade de forma pacífica e sem problema nenhum”, confirmou.
Os colégios estaduais desocupados são: Cecília Meireles, Nova Cidade, Rui Barbosa e Villa Lobos (Aparecida de Goiânia); Ismael Silva de Jesus, Robinho Martins de Azevedo, Professor Pedro Gomes, Cora Coralina, Presidente Castelo Branco e Bandeirante (Goiânia); e Presidente Costa e Silva (São Luís de Montes Belos).
Na maioria dos casos, a desocupação ocorreu em ato voluntário ou com interferência de pais e alunos, que foram até os locais pedir a saída dos grupos a fim de que as aulas se iniciem. Nove das demais escolas onde ainda há manifestantes tiveram liminares de reintegração de posse concedidas pela Justiça e devem ser devolvidas à comunidade em breve.
O projeto de implantação de gestão compartilhada com organizações sociais em unidades educacionais está em pauta na sociedade goiana desde o início de 2015 quando o governador Marconi Perillo tomou posse e anunciou a proposta. Desde que conseguiu formatar um arcabouço jurídico a partir do qual era possível partir para um debate, a Secretária Raquel Teixeira partiu para o diálogo com a sociedade e o governo tem difundido esclarecimentos sobre o projeto em todos os meios de comunicação.
Raquel Teixeira explica que a lei permite que hoje a oferta do serviço público, seja de saúde, educação, cultura, meio ambiente e ciência e tecnologia, seja feita de forma direta ou indireta. “É isso o que o Governo de Goiás está fazendo, testando em 23 escolas esse novo modelo de gestão”.