Filme sobre doceiras de Orizona (GO) aborda memórias, gastronomia e Cerrado
O filme é uma produção da Skambau Produções, que será lançado nesta quinta-feira (15/12)
Com o objetivo de retratar as memórias de doceiras, quitandeiras e cozinheiras do município de Orizona, em Goiás, nesta quinta-feira (15/12) estreia o filme “Doces Memórias” – um projeto multilinguagem realizado pela Skambau Produções.
O registro será lançado em sessão virtual fechada, para apresentar o resultado final do projeto a todos que estiveram envolvidos no processo de criação, à exemplo das famílias das protagonistas do filme.
No entanto, quem tiver interesse em assistir, basta entrar em contato pelo direct da Skambau no Instagram e fazer o pedido. Vale mencionar que o projeto foi contemplado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás no ano de 2018, no Edital de Demandas Culturais.
Assim, a partir da pesquisa no território e da produção do registro audiovisual, ficou determinado que todas as famílias envolvidas receberiam cópias físicas do filme, bem como os alunos de escolas públicas do município, com recursos de acessibilidade.
A partir do filme “Doces Memórias”, a intenção é preservar receitas que adoçam o paladar e reafirmam a importância da manutenção do Cerrado para a preservação dos sabores da região – segundo contam os produtores do projeto.
Assim, Manoela Barbosa – neta e filha de Orizona, além de coordenadora geral do projeto – se delicia com os pratos e as lembranças das mulheres retratadas na obra, que encontram na historiadora e pesquisadora, um verdadeiro encontro entre passado, presente e futuro.
Conheça as personagens do filme “Doces Memórias”
Maria Isabel, Maria Aparecida e Maria Divina é que abrem as portas de suas casas para receber a produção, e compartilham também as várias delícias de seus caderninhos de receitas.
Elas abrem o coração e falam sobre o amor pela culinária, especialmente pelos doces tão tradicionais de Orizona. No cinema, suas histórias são eternizadas e se transformam em um registro do patrimônio histórico imaterial do município.
Segundo a Manoela, além das memórias afetivas, outro detalhe que lhe chamou atenção enquanto conversava com as mulheres, foi a consciência ambiental de cada uma delas. Conta que:
“Durante os nossos diálogos ficava muito evidente como a preservação do território e do Cerrado torna-se central e importante na manutenção gastronômica regional e consequentemente das memórias afetivas que essas mulheres construíram em torno da mesa e do fogão”,
A pesquisadora também reafirma a importância da produção dos doces para a economia local, já que é justamente a venda deles que possibilita autonomia financeira das personagens, e também de várias outras mulheres residentes no município.
Os tradicionais doces de Orizona também atraem turistas e contribuem para a formação e registro da identidade do município.
O filme “Doces Memórias” tem a direção geral de Manoela Barbosa e captação de imagens dos cineastas Raphael Gustavo da Silva e Patrícia Silva, da É Nóis Ki Tá Produções.