“Desistir não é uma opção”, diz Jair após protesto contra o treinador na partida da Copa Verde
A partida de ida da final será dia 9 de abril, mando de campo do Paysandu e a grande final dia 23 de abril, em Goiânia

Após a classificação dramática nos pênaltis diante do Brasiliense, pela semifinal da Copa Verde, o técnico Jair Ventura foi direto em suas palavras na coletiva de imprensa. O comandante Esmeraldino reconheceu as dificuldades ofensivas da equipe, que tem criado oportunidades, mas segue com problemas na finalização. Agora, o desafio do Goiás será contra o Paysandu na decisão do torneio.
Apesar de ter marcado três gols na partida de ida contra o Brasiliense, a falta de efetividade ofensiva tem sido uma constante na temporada. A última vitória com gols marcados foi em fevereiro, quando bateu o União Rondonópolis por 3 a 0, também pela Copa Verde. No Campeonato Goiano, a equipe avançou para as semifinais após superar o CRAC nos pênaltis, após dois empates. No entanto, na fase seguinte, mesmo tendo um bom desempenho no jogo de volta, foi eliminado pelo Vila Nova sem conseguir balançar as redes.
“Temos que melhorar. Estamos todos ainda tristes pela eliminação no Campeonato Goiano, mas agora precisamos aproveitar esse tempo para nos recuperar, principalmente mentalmente, pois há um desgaste muito grande. Estamos pressionados desde a nossa reapresentação. Se necessário, faremos movimentações dentro do elenco, seja trazendo novas peças ou fazendo algumas saídas, para nos fortalecermos”, afirmou Jair Ventura.
O treinador também foi enfático ao admitir que a equipe precisa evoluir. “Não vamos esconder que precisamos melhorar. Não estou aqui para ‘passar pano’ e dizer que está tudo bem, porque não está. Fizemos um primeiro tempo muito abaixo, evoluímos um pouco no segundo, mas ainda não é o suficiente para conseguirmos os gols e vencermos as partidas com naturalidade”, analisou.
Durante o jogo, a torcida protestou contra o treinador, estendendo uma faixa com os dizeres “Fora Jair” e entoando xingamentos. Questionado sobre sua permanência no comando do Goiás e se cogitava pedir demissão, Jair Ventura foi breve e direto: “Desistir não é uma opção. Não sou covarde”.